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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

O meu "Depois dos 15" lá no Depois dos Quinze!

A convite da Bruna Vieira, hoje tem um texto meu lá no Depois dos Quinze. Lá conto um pouco mais sobre a minha experiência com a maternidade na adolescência e tento deixar alguns conselhos para as jovens de hoje.

Fico contente quando as pessoas se identificam com minha história e dela levam alguma lição ou aprendizado. O fato de ter contado parte dessa história em um blog com tamanho alcance entre adolescentes é bem legal e tentei fazer o melhor que pude. É bom que muitas pessoas tenham entendido a mensagem que quis passar, de que é melhor organizar a vida, curtir a adolescência, construir sua independência e mais tarde pensar em filhos. Acredito que seja melhor fazer as coisas assim do que deixar tudo acontecer aos trancos e barrancos, do jeito que dá para ser e independente de você ter dinheiro ou não! E se por irresponsabilidade ou seja lá pelo que for, se você faz algo que gera consequências para você e para as pessoas, o que se tem a fazer é arcar com elas. Espero que gostem :)


Como disse, é a minha história e não tem como mudar. Tem gente que parece querer te culpar por você ter tido oportunidades, por sua família te ajudar, por você se sentir amada. Se tem algo que foi fundamental para que ela seja contada hoje é o apoio que sempre tive da minha família e se isso desagrada, sinto muito. Nem tudo é cor de rosa e ali estão alguns fatos que foram marcantes para mim, afinal, não dá para contar 14 anos de história em um texto. Optei por preservar minha privacidade e não expor muitas das dificuldades pelas quais passei e passo até hoje, apenas pelo fato de não me sentir obrigada a colocar minha vida na internet como se fosse um livro aberto.

Ah, e eu nunca fui e nem sou rica (no sentido material), quem disse isso não sabe da história da minha família hahaha. Mas me considero uma pessoa de sorte, pois pra mim a riqueza está nas coisas boas que temos à nossa volta (e eu agradeço todos os dias por isso) e em como sabemos aproveitar as oportunidades que a vida nos dá, mesmo que muitas vezes sejam oportunidades para aprender a duras penas. Trabalho muito e trabalho duro, às vezes mais de 12 horas por dia e inclusive nos fins de semana. Então podem interpretar como quiserem, minha consciência está bem tranquila :)

22 comentários:

  1. Sabe Zilah, acompanho seu blog e acompanhei o post em que você listou os melhores blogs brasileiros (não me lembro se era exatamente isso, perdão) e falou do da Bruna "Porque não é qualquer blog que tem como leitoras mãe e filha(meu caso)" e aí eu sorri e pensei que é engraçado isso... eu tenho 24 anos e acompanho o blog da Bruna (e a admiro muito) e também acompanho o seu (e nem preciso dizer que te admiro muito também!)
    Eu não sou mãe e acho que nem daria conta do recado, mas em duas semanas começarei a trabalhar como professora de ensino infantil (inclusive tiro ideias das suas coisinhas pra fazer uns crafts com as crianças hahahaha) e ler seu texto me empolgou... Todo mundo realemtne dá conta do recado e papai do céu nunca coloca nas nossas costas nenhum peso maior do que possamos carregar. Obrigada pela inspiração e pela piração também... e parabéns pela sua garra! E pela sua família! E principalmente, pela sua Mari...

    Beijos com muito carinho à você, à Mari e à Bruna!

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  2. Oi Zilah...quando comecei a ler lá logo sabia que era vc!
    Comentei e respondi a uma comentário... coisa que raramente faço, pois não gostei de ler que "sendo rica é mole". Até de alienada fui chamada e outras coisas mais.... kkkkkkk teno q rir, de como vc fala num blog ou num comentário e as pessoas tecem coisas sobre vc e sobre sua personalidade kkkkkkk, mas deixa para lá.
    Mais uma vez, seu reato é emocionante e como vc falou é a sua vida e não dá para mudar, As vezes acho que algumas pessoas tem inveja das outras por causa até da família que temos. Se fosse lá em casa, tenho certeza que meus pais também dariam todo e qualquer apoio e mais e mais... e continuariam mostrando o caminho. Penso que só vc saber a dor e a delícia que tudo lhe causou, assim como penso também que colhemos tudo que plantamos. Realmente sem esforço acho que não chegamos a lugar nenhum. E no final das contas a família é o bem mais importante que temos, é nosso apoio e nossa fortaleza, nosso porto seguro. Com ela tudo parece mais "fácil", pode não ser, mas parece.
    Grande beijo!
    ps: tô velha (33) para comentar nesses blogs adolescentes kkkkkk, acho que me esqueci um pouco de como para algumas as coisas podem ser meio "óbvias demais" kkkkkkkkk

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  3. Eu ia começar a ler agora, vi que você falou aqui e entendi que era você lá. rs
    Não vi ainda o que falaram de lá, mas imagino que o público da Bruna é bem diferente do seu e tem muita gente que ainda nem começou a viver direito querendo dar palpite na vida dos outros.
    O importante é que a gente sabe que você tirou o melhor da sua história e viveu tudo com muita coragem e amor.

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  4. Sua linda !! Você sabe que eu te entendo MUITO né. Adorei !!!

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  5. Aff, depois dos comentários que li, tive que deixar o meu tb hauhauhauhaua não gosto de discutir, principalmente com adolescente que é o público do blog mas precisava desabafar!

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  6. Lindo texto. Linda história de vida! Parabéns! Minha mãe é apenas 20 anos mais velha que eu e nossa relação parece que é bem parecida com a de vocês...qdo eu tinha 21 anos ela descobriu que estava grávida do namorado novamente (o casamento com o meu pai não deu certo!) e veio chorando me contar. Estava perdida e não sabia o que fazer ela dizia: "Como fui deixar isso acontecer novamente?!". Eu disse para ela: "Ué! Qdo vc descobriu que estava grávida de mim só tinha 19 anos e encarou, agora será mais fácil! E eu estou aqui!" e hoje minha irmã tem 2 mães. Minha mãe e eu. E vamos que vamos....

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  7. Zilah, que bonito seu relato! Não sei porque algumas meninas rejeitaram tanto a sua história por ter sido feliz. E daí que foi uma exceção? É ótimo que seja uma exceção! Imagino que num momento de dificuldade, histórias que dão certo quando tem tudo pra dar errado são justamente as histórias que dão esperança.

    Strawberry Fields

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  8. Eu tive o pedro aos 20, e embora não adolescente, foi complicado... não tinha nenhuma estabilidade financeira, o pai dele não trabalhava e passei muuuuitos perrengues. Coisas que fui deletando da minha mente, sabe? Até ficar sem comer eu tive que ficar, enfim. Hoje em dia, o Pedro com 8, penso muito no futuro dele... acho que vou orientá-lo muito quanto a isso.


    Eu já conhecia um pouco a sua história, e achei super válido teu desabafo. que bom que você teve o apoio da família, isso faz tanta falta!
    Um beijo,
    Re

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  9. ô, Rê! Você é uma guerreira e tanto! Sou sua fã e rasgo seda pra você mesmo!!!


    O que eu fico vendo é que as pessoas parecem querer que eu me sinta culpada ou um lixo porque outras pessoas não puderam levar as coisas como levei. Mesmo com tantas 'facilidades', as coisas nunca foram e nem estão sendo fáceis pra mim. Amadurecer com tanta responsabilidade já nas costas é complicado e tem muita coisa que atropela esse 'amadurecimento', sabe? É que nem aquela história que você contou outro dia no blog, já fiz vários check-ins em áreas proibidas, mas não sou obrigada a compartilhar cada um deles só para as pessoas me darem razão ou o que for.


    Se não fosse minha família, certamente eu não estaria aqui nem pra contar essa história.


    Beijo!

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  10. Certamente não entenderam muito bem a mensagem que quis deixar e muito menos os fato de que não ter independência financeira é algo que atrapalha e traz angústia. Mas o bom ver é que o amor aqui sempre esteve à frente, inclusive o amor da minha família.
    Obrigada pelo carinho :)

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  11. Realmente essa sua história é muito linda :) Adorei você ter me enviado o e-mail! Sabe que hoje em dia eu tenho medo de engravidar? hahaha Mas aí penso que se já passei por isso uma vez e em uma situação mais complicada, acho que dessa vez seria menos complicado (mas só por causa da questão financeira), pois sei o tanto de trabalho e de tempo que um filho pequeno requer.


    Um beijo, querida!!

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  12. Ai, Flávia! Você me entende e eu te entendo perfeitamente! Nossa história é tão parecida e só a gente sabe o que passou e passa até hoje com essas meninas.


    Tenho certeza que ainda trocaremos muitas figurinhas ;)


    Beijos!

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  13. Muito obrigada, Nana! Inclusive por me 'representar' por lá! Fico feliz demais com esse carinho!
    Beijão!

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  14. Oi, Renata!


    Muito obrigada por me representar por lá! Eu nem sei quem são essas pessoas que estão falando isso, até porque acho que elas não dariam a cara a tapa. Então preferi responder (tentar) numa boa.


    Se fosse tão fácil assim igual estão falando, eu ia aconselhar que as meninas engravidasse logo cedo, porque apesar de todas as dificuldades é muito bom ser mãe. Enfim, Família é tudo nessas horas e em muitas outras. E aqui a gente se apoia e vive bem :)


    Beijos!

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  15. Ah, e depois de ler aquele texto sobre amar o que se faz e compartilhar na internet, tenho pensado muito sobre isso. Não só no aspecto do trabalho, falar sobre felicidade é uma responsabilidade e tanto, pois sempre tem alguém que vai se incomodar, sempre vai gerar inquietação em quem não está satisfeito.


    Então estou me preparando, pois não quero mesmo deixar de falar sobre as coisas que fazem bem.

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  16. Oi, Suellen! Muito obrigada pelo carinho :)


    Olha você diz que não dá conta de ser e eu sinceramente não sei se daria conta de uma turma de pequeninos para educar! Ambos são desafios bem grandes e eu tenho certeza que você se sairá bem! Quem sabe até não se anima a ater um pequerrucho pra você cuidar? hahaha


    beijos!!!

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  17. Gostei de cada palava! Sou filha de mãe adolescente e foi bom conhecer o outro lado da história =)

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  18. muito bonito o seu texto no blog depois dos quinze! :)

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  19. Zilah,
    Achei uma pena mesmo ver aqueles comentários agressivos sobre seu texto. Não respondi ou deixei minha opinião lá porque acredito que certas polêmicas não devem ser alimentadas. É você que merece ouvir a opinião de quem leu e levou sua história como lição!
    Cada pessoa vive em um contexto, todos nos somos diferentes em essência e isso não dá a ninguém o direito de julgar a vida, a família, os erros, as escolhas e a força de ninguém!
    Você foi uma guerreira em seu contexto, também vi muitas outras mães guerreiras por lá e que graças a Deus receberam o APOIO e o AMOR da família no momento mais delicado da vida o DAS DIFICULDADES. E também há muitas por aí que não receberam e mesmo assim lutaram e fazem parte dessa minoria que viveu uma realidade extremamente dura mas venceu. Você teve a benção de passar por suas batalhas sem se revoltar e estar desamparada e isso não é pecado e nem faz de você menor ou menos vencedora. Pelo que vejo aqui no seu blog (que acompanho desde outros carnavais) são esses valores de família que passa para sua filha, e mesmo que no início não tivesse condições de arcar com todas as responsabilidades hoje você o faz, e é isso que importa!
    Eu passei recentemente por momentos muito difíceis e que tive o apoio da família, mas minha garra foi imensa e a luta ainda é de todos os dias. Cada um de nós já é guerreiro só por viver, e o tempo traz a maturidade, eu ainda enho só 20 anos mas já aprendi muito e a duras penas. Então não se sinta ofendida com a opinião das pessoas, e continue sendo um exemplo pra sua família!
    Um abraço!

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  20. Tem
    uma frase do Caetano que vale lembrar: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o
    que é.” Isso me faz pensar na vida. Da vida vivida como esperança de
    felicidade. Tenho em mim que todos os acontecimentos são escolhas - senão em si
    mesmos, pelo menos na forma como lidamos com eles.

    Até
    uma alegria, para os inseguros pode ser um tormento. Pelo medo, pela falta de
    perspectiva, pela superficialidade em que vivem.

    Mas
    uma alegria nas mãos de quem sabe o seu valor é jóia preciosa, a ser cuidada,
    lapidada para brilhar em mais vida, em mais alegria.

    Isso
    vale também para as coisas tristes. Se são entendidas como parte de um
    processo, revelam preciosas lições e permitem tomar novas atitudes, rever
    ações, melhorar a visão de mundo.

    Esse
    é o aprendizado que mais cedo ou mais tarde a vida apresenta para todos nós.

    Li
    os comentários e fiquei pensando no quanto somos realmente ricas, Zilah.

    Ricas
    de uma riqueza formosa, poderosa, nascida do amor e do respeito.

    Ricas
    de coragem. De uma determinação que realça a caminhada e faz florir nossos
    sonhos mais belos.

    Não
    foi por acaso que escolhemos Zilah para seu nome.

    Não é
    por acaso que me orgulho de ser sua mãe.

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  21. Parabéns pelo seu depoimento, um grande incentivo. Engravidei com 18 anos e nem por isso desistir dos meus sonhos. Prestei vestibular com 5 meses de gestação para duas faculdades, passe em ambas, uma para medicina veterinária e outra para biologia(em universide publica, possui o melhor curso de biologia do país), tem mais, fui aprovada na federal também para o curso de veterinária. Já estou cursando veterinária, no momento estou fazendo atividades domiciliares, mas logo logo estarei ali presente em sala de aula. É claro que seria melhor ter tido meu bebê mais velha, mas o fato de ter sido mãe cedo não me torna burra e incapaz. Muitas pessoas se afastaram de mim e isso nåo é ruim, só assim descobrir quem eram meus amigos de verdade, mostrarei a elas todo meu
    potencial. Tenho 19 e muitos sonhos para realizar.
    potencial. Tenho e muitos sonhorei intercâmbio também, jamais vou corre

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