Carregando um mundo de fofurices pra você <3 ...

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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Hey, look! - Pano Collado

Um dos motivos que me levou a abrir o espaço do blog para publicidade foi o fato de que cada vez mais empreendedores criativos usam a internet para divulgar e vender seus trabalhos e assim fica mais fácil se encantar por produtos exclusivos, feitos sob medida e de forma artesanal.

E sempre acompanhados de embalagens fofas e cheias de carinho
Sou entusiasta dessa onda de comprar direto de quem produz e cada dia que passa vejo a casa e o guarda roupas mais "a minha cara". Já comentei por aqui que não sou do tipo que compra muitas roupas e que quando vai comprar, pensa pelo menos umas 10 vezes antes. Mas se é daquelas roupas que você não vai achar em nenhum outro lugar, não penso duas vezes.


Na semana passada minha coleção de vestidos favoritos aumentou graças às mãos delicadas da Samira, da Pano Collado. Sabe aquela mania de só comparar vestidos? Sofro disso e às vezes me pego sem uma calça decente para usar quando precisao, mas nem acho ruim, afinal quando faz frio meia fina está aí para isso (e o guarda roupas da irmã e da filha também).

Com os dois vestidos que chegaram por aqui, montei dois looks diferentes que eu usaria tanto de dia, quanto de noite. Também não faço muitas distinções entre roupa disso ou roupa daquilo, acho que a vida é muita curta pra usar roupas sem graça (apesar de ter dias em que me sinto um mulambo, mas a vida também é muito curta pra não ter um monte de dia de preguiça).

O Vestido Preto Bolas
Com o Vestido Preto Bolas usei um tênis preto de cano médio e uma bolsinha discreta, que não saio mais sem. Não esperem me ver usando salto :P

A maquiagem também foi mais caprichada, porque achei o tecido do vestido bem chique  
E pra completar o brinco que é só amor, da Toda Coisinha
Com o Vestido Bailarinas usei sapatilha e acessórios dourados. Um look mais leve e informal.

O vestido Bailarinas


Cogumelo que não pode faltar
Samira Colla, arquiteta e emprendedora criativa
A Samira é arquiteta e me contou que a Pano Collado é um empreendimento recente e cheio de carinhos, por isso dá o maior gosto compartilhar por aqui esses novos ares na vida de alguém. Por isso resolvi fazer algumas perguntinhas sobre como é essa história de ter duas profissões, afinal a curiosidade sempre bate quando a gente encontra algo feito com amor, não é?

Zizi: Você ainda trabalha como arquiteta ou se dedica exclusivamente à Pano Collado?

Samira: Ainda trabalho como arquiteta, minha formação e segunda paixão. A marca Pano Collado foi criada esse ano e estou conciliando muito bem os dois trabalhos. A arquitetura exercita muito a criatividade, a inovação, forma, beleza e isso tudo me ajudou criar a identidade da loja.

Zizi: Como foi pra você essa mudança de ares? O que te motivou e o que isso significa na sua vida?

Samira: Ah, está uma delícia!...Gosto de trabalhar com o novo e a ideia da loja está comigo há muito tempo. Eu tenho a mania de querer encontrar coisas que não existem... rsrsrs . E como elas não existem, eu tive que inventá-las! Foi assim que surgiram as primeiras peças.
Desde cedo, me acostumei a comprar os tecidos, escolher os penduricalhos e desenhar os modelos com que sonhava. Sempre pensando só no meu uso. Gostava de passear com minhas roupinhas diferentes.
O interessante é que todos elogiavam e não era raro eu ouvir :- “Você deveria trabalhar com isso!” ou “Nossa... que lindo! Onde você comprou?” E daí veio a ideia de compartilhar isso com as pessoas.
Hoje, sinto imenso prazer em responder aos elogios com um: - “Obrigada, fui eu que fiz !”. Ao produzir as peças, mostro minha identidade, as coisas que gosto. Tento levar alegria e delicadeza para as pessoas. Acho que precisamos de mais fofura em nosso dia a dia.

Zizi: Você me contou que as peças que você criava sempre chamaram a atenção das pessoas. Como você cria essas peças? 

Samira: As criações foram surgindo como uma brincadeira para uso pessoal, não tinha muita técnica no começo. Até o dia em que pedi uma máquina de costura de aniversário e comecei a fazer aulas particulares com uma amiga costureira. Ai tudo deslanchou, eu me apaixonei mais ainda e comecei a estudar e pesquisar sobre moda e costura. As viagens internacionais ajudam muito, como inspiração para definição de estilo. 

Zizi: De onde vem tanta coisa linda? 

Samira: Adoro garimpar em lojas de tecido, em toda viagem faço questão de colocar isso no roteiro. Procuro coisas diferentes, combinações incomuns. Minhas lembranças de fora do Brasil são tecidos!
Gosto de procurar e desenhar cada detalhe e esse, é o diferencial da marca. Cada peça é feita em pouquíssima quantidade, com moldes feitos a mão. Será muito difícil você encontrar outra pessoa com o mesmo modelo. Esse é o foco: - exclusividade.

Zizi:  Como tem sido o retorno com a Pano Collado? Como você esperava?

Samira: O retorno está melhor do que eu esperava!!! Antes do lançamento, eu estava um pouco insegura pois achava minhas peças muito bacanas mas pensava: -“Será que as pessoas irão gostar?” e a aceitação foi enorme. Recebo muito carinho e elogios das pessoas e isso só me motiva mais. 

Boa sorte com seu negócio, Samira! E vida longa à Pano Collado!

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Boas ideias para o Dia das Mães

Colar feito mão - Passo a passo aqui
Todo tipo de data comemorativa me deixa empolgada pelo simples fato de poder pensar em fazer 'coisinhas' para as pessoas queridas e para colocar no blog. Mas confesso que nos últimos meses não tenho sido um exemplo de empolgação, a vida anda muito corrida (e cheia de precariedade rsrsrs) e quando chega uma data comemorativa e principalmente que tenha um feriado no meio, vejo a oportunidade perfeita para descansar! Pra falar a verdade, acho que é também um bocado de saudade da minha irmã doceira que foi morar na Inglaterra e levou meus pituquinhos junto. Ela enchia a mesa de doces e os meninos enchiam a casa de alegria e isso tem feito muita falta, mas depois de seis meses a gente finalmente está começando a se adaptar.

Porém, Dia das Mães pra mim é mais que especial, pois adoro receber um carinho da filha e é uma oportunidade ótima para reunir a família toda e agradar a mommys. Essa semana já ensinei a fazer um presentinho singelo aqui no blog, um colarzinho super simples que até aqueles com menos habilidades conseguirão fazer numa boa e impressionar a velha mãe. Se não viu ainda, vem cá!

Além disso, achei outras ideias legais na internet e que podem ser colocadas em prática tipo agora!

O primeiro é a estampa e o cartão incríveis da Design de Baunilha. Conheci a marca através do curso da Espaçonave e adorei logo de cara! Aí vi o blog e adorei mais ainda. E quando vi essa estampa e soube que ela seria enviada para os assinantes da Newsletter, morri de amores. A princípio, a estampa só seria disponibilizada para os assinantes da lista, mas aí dei uma choradinha com a Silvia e ela liberou para download lá no blog da Design de Baunilha, nesse post aqui. Daí vocês não percam a oportunidade e aproveitem para assinar a Newsletter de lá para não ficarem sem os mimos via email da próxima vez, tá?

Download aqui


E aí procurei bastante coisa no Pinterest, mas parece que Dia das Mães nas gringa é basicamente trabalhinho escolar. Aqui a gente bem podia transformar esse dia no dia dos presentes feitos a mão, mas com cara de presente chique já que somos bem crescidinhos, né?

Mas no meio de tanta coisa que achei não muito aproveitável, achei esse tutorial de saquinhos de chá com gaze e uma etiqueta fofa nesse site aqui! Fica difícil ter muitas surpresas no Dia das Mães com um blog onde divido minhas ideias, mas eu tenho certeza que minha mãe vai adorar uma mesa de café (com chá, porque agora somos quase ingleses aqui hahaha) especial ;) Espero que ela não veja isso :P


E pra fechar, digo que esse curso da Espaçonave mal começou e já valeu pelo tanto de trabalho incríveis que conheci em tão pouco tempo. A Costureirinha é mais um deles! A Elisa fez um tutorial de moldura de tecido que ficou um amor! Para quem tem habilidades costurísticas (não precisa ser muita!), vale a tentativa de um quadrinho lindo para a mãe :)


E o poster da linda da Amanda Mol figurando na foto!

São ideias lindas e super fáceis de serem colocadas em prática, então não tem desculpa pra não agradar sua mãe, né?

segunda-feira, 17 de março de 2014

Sobre a responsabilidade de falar sobre felicidade

Há mais ou menos um mês atrás li essa entrevista no Contente.vc, uma entrevista que fala sobre a Armadilha do "Faça o que Você Ama" e que circulou bastante entre as pessoas que conheço e que inclusive defendem o trabalho feito com e por amor.

Logo depois de ler, iniciei uma reflexão que já dura algumas semanas e creio que não há de cessar por alguns por quês, dentre eles:

1 - Porque sempre levantei a bandeira de fazer o que se ama.
2 - Porque me sinto responsável por aquilo que escrevo e publico por aqui, conteúdo que acaba sendo lido por milhares e milhares de pessoas todos os meses.
3 - Porque esse e outros textos (vi esse post da Alice Mantelato e concordei com cada linha. Além de lúcido, é muito bem escrito) realmente me fizeram pensar bastante e talvez começar a enxergar as coisas de uma forma menos ingênua.

Imagem
Felicidade pra mim é algo complexo que nem a gente e não está associado somente ao trabalho. A procura da felicidade, acredito eu, está nas pequenas coisas, nas coisas boas que temos na vida e muitas vezes, nas coisas que compartilhamos, pois também acredito que felicidade pode ser compartilhada. Quando as pessoas nos mostram um caminho repleto de pequenas e simples alegrias diárias, chego à conclusão de que talvez resida aí um dos segredos para ter uma vida mais leve. E feliz.

Porém, na nossa sociedade a felicidade também está associada à liberdade financeira, ao fato de você ter dinheiro para comprar o que quer ou viajar pra onde quer, mesmo que seus desejos sejam simples e sem muitos luxos. Não vou dizer que não penso assim, sofro desse mal e tenho consciência disso, assim como imagino que muitos de vocês devam passar pela mesma situação. Vivo dizendo que mudar esse hábito só seria possível me isolando no meio do mato e/ou vivendo em uma comunidade alternativa, mas isso é muito distante da minha realidade, apesar de morar em uma cidade do interior onde o custo de vida é pelo menos umas 3 vezes menor do que nas principais capitais do país.

Apesar de entender e sentir que a felicidade está dentro da gente, nas pequenas (grandes) coisas e também nas pessoas que nos cercam, o trabalho sempre foi um componente muito importante da minha ideia de felicidade, pois além de me proporcionar liberdade financeira, sempre procurei dar um significado especial a ele. Ter amor pelas coisas que faço, nas relações que construo e pelo o que acredito é algo essencial para a minha sanidade. Foi assim quando me formei em publicidade e decidi que não queria trabalhar em agências e sim no Terceiro Setor, foi assim quando decidi me arriscar e ter um negócio próprio e está sendo assim para todos os planos que tenho feito para agora e para o futuro.

Por enquanto não ganho rios de dinheiro com as escolhas que fiz (e acredito que nunca ganharei), não é esse meu objetivo. Claro que quero ter uma vida que considero confortável, poder viajar e poder investir nas coisas que gosto e acredito.

Mas onde quero chegar é que a partir do momento que você opta por compartilhar algo sobre felicidade, principalmente se for com muita gente, você acaba criando uma certa responsabilidade. Quando você mostra o quanto é feliz ou contente com algo, você pode acabar gerando um sentimento e ansiedade e insatisfação nas pessoas que não têm o emprego que sonham ou não vivem da maneira que desejam (como descrito da entrevista que citei no início do texto e com isso concordo plenamente). E isso não se restringe só ao caso das pessoas que compartilham histórias de sucesso com o trabalho, vale para aqueles posts de viagens, festas e famílias perfeitas no Facebook, vale pra tudo que envolva mostrar o quanto você é feliz e bem sucedido.

Não vejo mal em compartilhar o que consideramos que seja felicidade, mas penso que talvez devamos fazer isso de um jeito um pouco menos egoísta e de alguma forma, incentivar as pessoas a também buscarem a felicidade dentro de suas possibilidades e anseios. E é por isso que sempre tento trazer algo de bom para cá :)

Sobre felicidade e trabalho

Pra mim o trabalho está sim associado à busca da felicidade, a começar pelo fato de o trabalho permitir que você ganhe dinheiro e tenha independência financeira. Demorei muito a saber o que é isso e por muitos anos fui angustiada pelo sentimento de impotência, de não saber mais o que fazer sem ter uma renda que me permitisse as coisas mais básicas. Hoje essa independência me dá possibilidades para que realize os desejos de viajar, comprar material para fazer coisinhas fofas, coisas para a casa e sustentar uma adolescente. Isso é importante para mim e é algo que sempre fez parte da minha ideia de um trabalho bem sucedido. E se dá para unir o últil ao agradável, por que não?


A opção por trabalhar com artesanato e com uma loja online foi uma escolha que levou tempo para se concretizar. Antes disso, trabalhei duro (e continuo!) e tive que abrir mão de muita coisa para ter minhas economias, com as quais me manteria nos primeiros meses de trabalho por conta própria. Por muitos meses, abri mão inclusive da minha satisfação no ambiente de trabalho, mas tive foco e cá estou. Apesar de mil ideias pipocarem a todo tempo, tento me manter persistente naquilo que decidi e se eu fosse parar para ver, viveria pulando de galho em galho quando o assunto é trabalho, pois sou curiosa, ansiosa e estou sempre com vontade de aprender/fazer algo novo.

Não é nada fácil trabalhar por conta própria. Trabalho com amor também dá trabalho! E muito. Principalmente porque muitas vezes as pessoas não pensam que para fazer artesanato e ter uma loja online, você não está livre de rotinas administrativas, de muitas contas e de impostos a pagar (ai, como eu tenho preguiça disso!). E tenho comentado sobre isso de forma recorrente por aqui. É preciso organização, foco e disciplina, o que nem sempre tive. Tem sido um exercício e tanto, e se por um acaso não der certo valerá pela experiência.

A escolha por artesanato não é somente por amor. Artesanato pra mim é uma atividade e tanto, com a qual sempre exercito meu cérebro e na qual a todo tempo mudo minha percepção de mundo e das coisas que me cercam, como descrito bonitinho aqui e também nos artigos que escrevi para o Compro de Quem Faz. 

E o que fica disso tudo é que é bom (não tenho dúvidas e nem ninguém tem) vivenciar o que traz felicidade, assumindo as responsabilidades que nos cabem e também sabendo que nem tudo é um mar de rosas.  O trabalho hoje é uma forma de empoderamento importante, principalmente para a mulher, o que é diferente de querer mostrar para os outros o quanto somos isso ou aquilo.

Além disso, estamos aqui para sermos felizes e vale tentar de toda forma que for possível, até encontrarmos a nossa fórmula da felicidade, mesmo que isso signifique arriscar muitas vezes, persistir até onde der e até mesmo desistir. Esse último item realmente é para os fortes.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Um banquinho cheio de história pra contar

Há um tempinho atrás mostrei no Instagram e na página do blog no Facebook um banquinho que ganhei e que veio acompanhado de uma história pra lá de fofa. A legenda e a foto eram as seguintes: 


"Melhor que um banquinho cheio de potencial, é um banquinho cheio de história pra contar. Ano passado fui no aniversário de uma amiga e me apaixonei pelo banquinho da avó dela. Depois que fui embora, a avó muito bonitinha disse que ela poderia me dar o banquinho. Ele ficou guardado por um ano, até que ontem foi aniversário da amiga outra vez e lá estava o banquinho me esperando. E o mais bonitinho é que foi a avó quem guardou e pediu pra me entregar"

Logo depois de postar essa foto, nos comentários tive o primeiro contato com uma moça que já ganhou um pedacinho do meu coração: a Ju Amora (com esse nome também, não podia esperar nada além de uma pessoa doce e cheia de amor pra compartilhar). Curiosa que sou, cliquei na foto de perfil dela e descobri que a moça é uma artista de mão cheia e que trabalha fazendo adivinha o que? Decorando banquinhos lindos <3

Olha ela aí!
E é muito fácil pirar com os trabalhos da Ju! Vejam e entendam que eu tô dizendo que não é qualquer banqueta que ela faz, são simplesmente as mais lindas e que não servem só para sentar, porque dá dó. São peças chave de decoração que dão vida pra sua sala, seu quarto, sua cozinha, sua varandinha, qualquer lugar!


Apenas 'morrida' com as banquetas neon
De primeira, me encantei pelo trabalho da Ju (já se encantou também, né?) e começamos a trocar mensagens. Ela, muito gentil e generosa, me deu várias informações que pedi (meio que na cara de pau) e eu sempre fico feliz por encontrar gente assim, do bem e desapegada, pois sempre tento agir dessa forma (e confesso que nem sempre consigo). 

Lógico que a primeira coisa que passa na cabeça da gente quando conhece alguém que faz trabalhos tão lindos é poder adquirir algo. As banquetas da Ju já estavam na minha lista de desejos quando ela se ofereceu para me ajudar a reformar o banquinho de vó, que até então eu não sabia muito bem o que fazer com ele.

E lá fomos nós!


O primeiro passo foi desparafusar a banqueta e separar as partes. Com a ajuda de um martelo e uma chave de penda, descolei a camada de fórmica que revestia a parte de cima e logo depois já embrulhei e enviei pra Ju Amora pelos Correios.

Usando dois tipos de lixa diferentes, uma mais grossa para retirar a tinta e pequenos pontos de ferrugem (100) e uma mais fina para dar acabamento lisinho (180), deixei os pés do banco livre de resíduos. Protegi os pés com fita crepe, onde eu não queria tinta. Daí foi só procurar um lugar bem arejado, forrar bem o chão com jornal e aplicar a tinta em spray. É importante seguir direitinho as instruções do fabricante e cada um segue parâmetros diferentes, então sempre leia o rótulo antes de usar. Deixei a tinta secando por um dia e depois, hora de montar. Na última foto já dá pra ver um pouquinho da maravilha desse banquinho, né?


Comprei protetores de borracha para os pés, que já estavam desgastados (custaram 2,99 numa lojinha de utilidades no Centro de BH) e arranhando o chão (o banquinho é bem antigo) e depois reuni as partes que ficaram separadas enquanto eu e Ju dávamos ainda mais detalhes especiais à história do banquinho da vovó <3

E tcharaaaannn! 


Olha que amor o que a Amora fez! Uma Cogumelândia e um gnomo tricotando coisinhas de vó! Fiquei mais que encantada com o resultado e essa já é uma das peças de decoração mais amada de todos os tempos, porque não basta ser lindo, ainda tem história pra contar!


Apenas babando no meu banquinho <3

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Como costurar uma capa para seu passaporte

Esse ano quero viajar! Retomar as viagens interrompidas do último ano, retomar meu ciclo de viagens que era tão bom. Ao que tudo indica, esse ano terei boas oportunidades, a começar pelas viagens dentro do Brasil. Já tenho duas agendadas, ambas para o mês de abril, ambas compradas em super promoções: uma para Porto Alegre e outra para Porto de Galinhas. Ainda não tinha reparado na coincidência dos "Portos", vai que é mais um sinal! Isso porque a outra viagem que pretendo fazer é para visitar meus Porto queridos, a família da minha irmã que se mudou para o Reino Unido em outubro do ano passado, levando meus raiozinhos de sol (vulgo João e Tonton).


Apesar de ainda não saber como conseguir grana (na verdade tenho uma ideia, mas não sei se vai dar certo) para visitar meus sobrinhos e minha irmã, já fiz uma capa nova pro meu passaporte para ver se dá sorte. Vai que... né! Até rimou! E a rima foi tão forte que agora mesmo, sentada aqui escrevi um poema bobinho pra divertir esse post (tá lá no final).

Para a sua capa, você vai precisar de:

  • Retalhos de couro (ganhei de um amigo)
  • Tesoura
  • Linha e agulha (usei linha de ponto cruz e agulha idem)
  • Caneta
  • Passaporte
  • Não fotografados: renda e frufrus, cola à base de silicone, alicate
A primeira coisa a fazer é cortar o couro na medida do passaporte. O meu mediu 20cm x 14,5cm e foi feito com as pontas arredondadas.


As abas da parte de dentro foram feitas com um couro sintético. Usei duas tiras de 14,5cm x 5cm.


Como podem ver, usei alfinetes para prender e então igualei as bordas arredondadas. O alfinete até amassou porque o couro era grosso, mas com jeitinho consegui colocar.


Aí é hora de costurar e relembrar posts antigos do blog! Cliquem aqui caso queiram ver como fazer ponto caseado.

A dica para o acabamento é começar por baixo das abas, assim o nó da linha não aparece ;)


Dica esperta para não furar o dedo costurando couro: melhor que dedal, só o alicate
Costurou tudo, beleza. A capa do passaporte já deve estar quase fofinha. Eu não havia pensado nisso no primeiro momento, mas achei que faltava um toque e colei essas rendas na parte interna usando uma cola bem forte à base de silicone (é uma cola multiuso para bijuteria, couro e vários materiais). No fim das contas, fez toda diferença! 


Como um frufru não pode faltar por aqui, ainda recortei dois corações, um maior e outro menor, costurei um dentro do outro alinhavando. Bem simples mesmo.


Depois colei o coração na capa. Preferi não costurar o coração maior na capa, pois a camada de couro estava bem grossa e achei menos trabalhoso colar. Para isso usei a mesma cola que usei com a renda. Ela tem uma textura parecida com cola de sapateiro, então acho que dá para substituir. O chato é que a cola de sapateiro é amarela e pode acabar aparecendo.


E tcharaaann! Aí está meu passaporte de capa nova, com direito a poeminha todo prosa !


Sobre armários e passaportes

Nesse ano espero contar com a sorte
Para ver se ganho mais um carimbo no meu passaporte
Por vários Portos sei que passarei
Mas os Portos que quero ver 
Estão agora em terras de reis

Na verdade, terras da Rainha
Para onde desejo ir 
Assim que juntar uma graninha

Para ganhar dinheiro
quero desfazer do meu armário
Quase que por inteiro
Para isso, precisarei de uma ajuda sua
Pra colocar esse armário todo desfilando na rua

Em breve uma novidade há de chegar
Uma novidade em forma de bazar
Pronta para espalhar amor
E me levar pra tal lugar

Depois que o poema da Thamiris ganhou a promoção da Toda Coisinha fiquei inspirada, como podem ver. E aí? Será que terei sorte esse ano? Porque o dinheiro tá difícil e a saudade grande demais!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Capa para tablet para presentear o namorado

A gente está cansado de saber que a maioria dos homens não curte uma frufruzada que nem a gente curte (ou curte secretamente? Ou só na frente da namorada?) e mesmo assim, vai chegando o Dia dos Namorados a gente insiste em fazer aquele tanto de coisinhas - inhas – inhas fofinhas.  Se estou falando isso é porque certamente sou dessas, uma Maria Frufru assumida.

Além de gostar de um frufru sem vergonha nenhuma e muitas vezes fazer meu namorado engoli-los goela abaixo, costumo achar que o Dia dos Namorados, assim como a maioria das datas feitas para lembrar alguém, não têm que ser marcados só por presentes caros, comprados nas lojas e produzidos em série.

São nessas ocasiões que os presentes feitos a mão caem como luvas (por falar em luvas, volta aqui depois que tô preparando um passo a passo bacana!).


Meu namorado, geek que só, já havia me pedido há um tempo atrás uma capa para o tablet dele e eu acabei esquecendo. Ocasião melhor para lembrar desse pedido antigo não havia, se não o Dia dos Namorados.

Você vai precisar de:

  • Feltro cortado em um retângulo na medida do tablet (o meu media aproximadamente 65cm de altura x 20cm de largura)
  • Uma faixa de feltro preta com quase a mesma altura e a largura que preferir
  • Linha
  • Agulha
  • Tesoura
  • Velcro
  • Pincel
  • Cola para tecido 
  • Carimbo, tinta, esponjinha e um retalho para enfeitar (opcional)
Pra começar, os detalhes:



Se você escolher enfeitar só um pouquinho a capa, você pode optar pelo carimbo de borracha. Já mostramos aqui como faz, lembra? Só não vai fazer que nem eu e esculpir o carimbo invertido (finge que nem viu, tá? Ou então finge que o namorado é canhoto).


 Costure o retalho carimbado na faixa preta, na altura que ficará na parte inferior, virada para a frente.


Cole o feltro preto no tecido cinza usando cola para tecido aplicada com pincel.


Preste atenção nos detalhes: 

Foto 1 -  na parte de trás, onde a capinha fechará, deve sobrar um espaço sem o tecido preto.
Foto 2 - Precisei cortar um pedacinho do tecido pra fechar certinho
Foto 3 - Na frente fica assim


Mais uma arrendonda nas bordas pra ficar legal.


E aí é hora de costurar! Costure o feltro nas laterais, deixando uma parte livre para ser a parte que fecha.


Depois de costurar dos dois lados e as bordas, costure ou cole o velcro com uma cola bem resistente. Preferi costurar, já que a ideia é fazer tudo a mão, né?


 Aí, ó! Olha como fica frente e verso (ou verso e frente).

Se quiser enfeitar a capinha de outras formas, é opcional, mas você pode usar retalhos de feltro com bigodes, listras e o que mais tiver vontade.

Mais uma vez, mais fácil impossível! Presente fofo (mas nem tanto), feito por você e único, com muito, muito amor.


P.s.: Vou contar para vocês que quando comecei a escrever esse post ele era uma coisa e no meio do caminho acabou virando outra devido à lembrança desses pedido de pelo menos 1 ano atrás :)

domingo, 6 de janeiro de 2013

Até breve, decoração de Natal!

Esse ano está me doendo mais que em todos os outros ter que desmontar a decoração de Natal, tanto que procrastinação já tomou conta do ambiente e quando a árvore já deveria estar desmontada, ela continua lá, linda e reluzente. Se pudesse deixava a casa toda enfeitada o ano inteiro, mas por motivos práticos concordo em ter que guardar tudo. Ou quase tudo. 

Imagina a poeira que deve acumular uma árvore de Natal em um ano!? E imagina então se as tão amadas luzinhas se queimarem pelo desgaste!? E imagina se depois você não encontrar mais luzinhas para comprar em lugar nenhum!? Não, melhor não.

Aproveitando a deixa que hoje é o último dia útil pra falar de decoração de Natal, vou mostrar como ficou a decoração da ceia esse ano ano passado, já que mostrei tantas inspirações por aqui.

Para começar, o xodozinho da decoração: um galho suspenso (preso ao teto com fios de nylon e pequenos pregos). Todo mundo cogitou a hipótese desse galho cair em cima da mesa durante a ceia, mas ele continua lá. Intacto.

O galho que não caiu
O galho suspenso ficou em cima da mesa (que pouco mudou em relação ao ano passado - retrasado, quer dizer) bem assim:


Já o aparador que fica bem ao lado da mesa principal, usamos para colocar frutas e alguns doces. Nisso, havia uma cortina de luzinhas dando sopa por aqui que logo arrumou um lugarzinho. Uma garrafinha cheia de luzinhas também ajudou a enfeitar a mesa.

Desculpem a péssima qualidade da foto, acho que estava "um pouco" leve e não tirei fotos boas :P
Esse foi o outro aparador. Acabou servindo para colocar os copos e taças. Nele também ficou um arranjo de vela e cogumelo e um terrário que fiz especialmente para o Natal.

No ano passado essa foi a mesa de doces. O tempo foi tão curto esse ano que mal deu tempo de fazer doces.
Detalhe do arranjo de vela com um cogumelo e o terrário ao fundo
E mais alguns detalhes da decoração.

1. velinhas no pires / 2. centro de mesa / 3. detalhe do centro de mesa - pote com ramos, miçangas, vela e água
Essa decoração foi até tranquila de fazer, visto que já tinha guardado muita coisa desde o ano passado. E achei tão simples o resultado, sem perder a beleza. Bastam boas inspirações e um pouquinho de disposição e as festas ficam ainda mais especiais :)

Aguardo ansiosamente o próximo Natal. Ou a próxima festa que eu puder decorar.

Bônus!

Já ia esquecendo de mostrar os bolinhos que fiz para o Natal. Fiz antes na verdade. A intenção era abrir encomendas, mas nem tempo pra isso tive na correria de fim de ano.




Se não mostrasse isso hoje, ficaria só pro fim do ano. E até lá, espero voltar com muito mais ideias!

Beijos!
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